Brasil


28/11/2019

Por que 5G da Huawei põe Brasil em saia-justa com China e EUA

Logo da Huawei em parede de aeroporto na China Direito de imagem Reuters
Image caption A Huawei é a maior fornecedora de equipamentos para redes de telecomunicação do mundo

Os executivos que comandam as operações no Brasil e na América Latina da empresa chinesa de telecomunicação Huawei reuniram-se com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) na semana passada. O encontro em Brasília buscou aproximar a companhia do governo brasileiro em um momento crítico para a Huawei.

A Huawei e a China negam as acusações. Mesmo assim, a empresa já sofreu revezes em outros mercados após as sanções dos Estados Unidos. Com isso, torna-se ainda mais importante o leilão das redes móveis de quinta geração, ou 5G, no Brasil, previsto para 2020.

As redes 5G prometem velocidades de download até 20 vezes maiores do que no 4G, permitem que mais gente fique conectada em uma mesma região simultaneamente e oferece conectividade quase instantânea entre aparelhos.

A Huawei deixou claro para Bolsonaro que quer participar da implantação desta tecnologia no país. "Não foi feita a proposta, ele [o presidente da Huawei no Brasil] apenas mostrou que quer 5G no Brasil", disse Bolsonaro a jornalistas após a reunião.

Isso coloca o governo brasileiro em uma posição delicada. Ao longo do ano, Bolsonaro buscou uma aproximação tanto com Pequim quanto com Washington, os principais parceiros comerciais do país.

Recentemente, a China disse que seus fundos estatais podem investir mais de R$ 100 bilhões no Brasil. Ao mesmo tempo, o Brasil busca assegurar o apoio do governo americano para ser membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e quer incrementar importantes acordos bilaterais com os EUA.

Os EUA já avisaram que deixarão de "compartilhar informações" com países que permitem o uso de tecnologia da Huawei em sistemas de comunicação.

É uma situação de "saia justa" para o governo brasileiro. Agradar um lado pode desagradar o outro ? e colocar em risco acordos costurados com as duas maiores economias do mundo.

Direito de imagem Presidência da República
Image caption Em encontro com Bolsonaro, o presidente da Huawei no Brasil deixou claro o interesse da empresa nas redes 5G do Brasil

Procurados pela reportagem, os governos de Brasil e China não responderam até a publicação desta reportagem. A Huawei Brasil informou que não tem no momento um porta-voz disponível para comentar o assunto.

Por sua vez, o governo americano disse à BBC News Brasil que as empresas chinesas de telecomunicação representam um "risco inaceitável" e que a Huawei, ao se dizer independente do governo chinês, faz "puro teatro".

"O Brasil vem se mantendo extremamente neutro nesta guerra comercial. Não faz declarações a favor de um lado ou de outro", diz Hsieh Yuan, diretor de mercados e líder para China da consultoria de negócios Mazars.

Na sua avaliação, após Bolsonaro dizer na campanha presidencial que "a China não compra no Brasil, a China está comprando o Brasil", o presidente brasileiro assumiu uma "postura mais madura". "Querendo ou não, os maiores investimentos no país são chineses", diz Hsieh.

Em visita recente à China, Bolsonaro disse que a melhor oferta vencerá que o leilão das redes 5G. O presidente brasileiro reafirmou esta posição ao ser questionado quanto aos objetivos do encontro com a Huawei. "Fiquei sabendo que tem uma firma sul-coreana que também está em condições de operar 5G. A gente vai olhar para o lado do quê? Oferta e conectividade", disse Bolsonaro.

A Huawei não participa diretamente do leilão, mas pode fornecer equipamentos para as operadoras que estarão na disputa. Presente há 20 anos no país, a empresa já vende equipamentos para operadoras no Brasil e fez testes de redes 5G com Vivo, Oi, Tim e Claro, as quatro maiores companhias deste mercado.

A definição das especificações das tecnologias que serão usadas no Brasil pode ter um impacto direto sobre suas pretensões por aqui ? e, de forma geral, em uma indústria na qual o investimento em redes 5G deve quase dobrar no próximo ano, para US$ 4,2 bilhões (R$ 17,7 bilhões), segundo a consultoria Gartner.

"O mercado brasileiro é expressivo. É natural que a Huawei queira se aproximar do governo brasileiro para que os padrões adotados aqui sejam aderentes ao que ela oferece, em um momento em que está sendo pressionada pelos Estados Unidos e precisa buscar mais mercados", diz Alberto Luiz Albertin, coordenador da linha de telecomunicações do mestrado em Competitividade da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo (FGV-SP).

Temos que nos proteger, diz governo americano

No início de outubro, autoridades americanas vieram ao Brasil apresentar ao governo federal o Comitê de Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês), órgão que analisa se investimentos internacionais representam alguma ameaça à sua segurança nacional.

O Departamento de Estado americano disse à BBC News Brasil que estas conversas e uma possível replicação do CFIUS no país não foram relacionadas a um setor ou empresa específica. "Essa análise de risco é uma prática recomendada que compartilhamos com parceiros e comum entre economias avançadas. Nossas preocupações com o 5G são separadas disso", afirmou.

Questionado se pressiona o Brasil sobre a participação da Huawei no mercado de 5G nacional, o governo americano afirmou trabalhar para conscientizar aliados sobre "riscos de segurança e os verdadeiros custos e implicações do uso de fornecedores não confiáveis de redes 5G e sobre como maneiras pelas quais as decisões de aquisição hoje podem ter sérios impactos a longo prazo".

Fornecedores chineses como a Huawei apresentam um "risco inaceitável para a segurança nacional, economia, privacidade e direitos humanos de nações e cidadãos devido a seus laços estreitos com o Partido Comunista Chinês", disse o Departamento de Estado americano.

O Brasil tem soberania para tomar suas decisões quanto à implementação de redes 5G, mas "os Estados Unidos também devem proteger sua segurança, inclusive em relação aos sistemas de tecnologia da informação e comunicação", afirmou a Casa Branca.

O que aconteceu?

Em maio, os Estados Unidos incluíram a Huawei e a também chinesa ZTE em uma lista de empresas com as quais companhias americanas não podem fazer negócios sem permissão especial. Também anunciou que as operadoras americanas não terão acesso a subsídios para comprar de fornecedoras que representem uma ameaça à segurança nacional.

O governo americano diz que Pequim poderia usar equipamentos de rede de empresas de telecomunicação chinesas instalados no exterior para espionagem ou interferir no funcionamento da infraestrutura de outros países.

Desde então, a Casa Branca estendeu por três vezes o prazo para que a Huawei pare de operar no país ? a previsão atual é de que o veto entre em vigor em fevereiro de 2020 ? e concedeu algumas licenças às quase 300 empresas que pediram permissão para continuar a fazer negócios com a multinacional chinesa.

Direito de imagem Reuters
Image caption China e EUA travam uma guerra comercial enquanto ao mesmo tempo negociam um acordo

O governo dos Estados Unidos afirmou que as extensões de prazo foram necessárias para que as companhias americanas tenham tempo de fazer a transição das tecnologias que usam e não interrompam serviços, especialmente operadoras que atendem a área rural do país.

As medidas visando a Huawei vieram em um momento delicado nas relação China-Estados Unidos, envolvidos em uma dura guerra comercial ao longo do último ano, marcada pela imposição de tarifas bilionárias a seus produtos. Os americanos acusam os chineses de práticas comerciais desleais e de roubo de propriedade intelectual. A China nega as acusações.

A postura agressiva de Washington nesse braço de ferro é vista por alguns como parte de uma estratégia mais ampla para conter a ascensão da China, que, segundo algumas projeções, pode superar os Estados Unidos como a maior economia do mundo até 2030.

Ao mesmo tempo, os dois países negociam um acordo comercial, e Trump já sugeriu que a situação da Huawei pode mudar como parte disso. As negociações estão em curso, mas não há sinal de possam ser concluídas no curto prazo ? uma incerteza que tem prejudicado a economia global.

Em uma contraofensiva, a Huawei deu início a uma campanha de relações públicas e lançou um concurso entre hackers que premiará quem identificar vulnerabilidades em sua tecnologia. De forma ainda mais ousada, ofereceu compartilhar sua tecnologia e conhecimentos sobre 5G com as empresas ocidentais que fizerem negócios com ela.

"O comprador teria permissão para modificar o código fonte, o que significa que nem a Huawei nem o governo chinês teriam controle de qualquer infraestrutura de telecomunicações construída com equipamentos produzidos pela nova empresa", disse seu presidente, Ren Zhengfei, em entrevista à revista The Economist.

Como a Huawei nasceu

Zhengfei, um ex-militar de 75 anos, fundou a Huawei em 1987 ? o nome da empresa pode ser traduzido como "conquista esplêndida" ou "a China é capaz" ? para vender equipamentos de telecomunicação ao mercado rural. Em alguns anos, passou a desenvolver e produzir seus próprios produtos.

No início dos anos 1990, ganhou um contrato do governo para ser fornecedora do Exército. No ano seguinte, foi eleita "campeã nacional", e pode se aproveitar de um mercado fechado à concorrência estrangeira, uma grande vantagem em uma época em que a China crescia em média 10% ao ano.

Direito de imagem Reuters
Image caption O presidente da Huawei fundou a empresa no final dos anos 1980

Mas foi só quando a Huawei começou sua expansão internacional, em 2000, que as vendas dispararam. Em 2005, os contratos internacionais excederam os domésticos pela primeira vez. Hoje, atua em mais de 170 países.

Eleita neste ano pela consultoria britânica Brand Finance como a 12ª marca mais valiosa do mundo, a Huawei é a maior fornecedora global de equipamentos de rede de telecomunicações ? detém 28,1% deste mercado no mundo, de acordo com a consultoria DellOro Group, que monitora a indústria, bem acima do segundo lugar, a Nokia, que tem 15,7%. Também é a segunda maior fabricante de smartphones, atrás da Samsung.

A empresa anunciou uma receita de 610,8 bilhões de yuans (R$ 363,62 bilhões) nos primeiros nove meses deste ano, com uma margem de lucro de 8,7%. Esse valor representa um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia afirmou ainda ter fechado mais de 60 contratos comerciais de fornecimento de equipamentos para redes 5G ? há alguns meses, falava em 50 contratos.

Mas, como não é uma companhia que tem ações negociadas em Bolsa, seus números não são auditados.

Preocupações com segurança

Apesar da Huawei ser uma empresa privada, seus vínculos com o Partido Comunista e o governo chinês levantaram suspeitas sobre a ascensão da empresa e sobre sua independência.

Na China, todas as empresas são obrigadas por lei a ter um comitê do partido ? para garantir que os funcionários defendam os valores do país, diz a explicação oficial; seus críticos dizem que isso permite ao Estado controlar o mundo corporativo ? e a maioria dos presidentes das companhias são filiados a ele.

A Lei de Inteligência Nacional, em vigor desde 2017 na China, determina que qualquer organização ou cidadão deve apoiar, ajudar e cooperar com o trabalho da inteligência do Estado.

Essas preocupações foram trazidas à tona em meio ao avanço do 5G. Como maior fornecedora de infraestrutura de telecom do mundo, a Huawei é uma das empresas melhor posicionadas para construir novas redes 5G.

Fontes do setor dizem que a empresa está um ano à frente de seus concorrentes em termos de conhecimento tecnológico e pode oferecer a clientes preços 10% mais baratos do que seus concorrentes, embora críticos afirmem que isso se deve ao apoio do Estado.

Além da Huawei, a ZTE está bem posicionada no mercado de equipamentos de rede, como a quinta maior companhia do setor. A China ainda tem duas das dez maiores operadoras do mundo.

"Nos últimos 20 anos, a China tornou-se um grande player do mercado de telecomunicação como parte do milagre econômico pelo qual o país passou. As empresas chinesas saíram do nada e aprenderam fazendo. Além disso, a China tem uma escala superior a de qualquer outro nesta indústria e se beneficia disso", diz Hsieh Yuan, da Mazars.

Mas há o receio de que os vínculos de empresas chinesas com o governo signifiquem que elas sejam obrigadas a se submeter à vontade do Partido Comunista. Por isso é que existe tanta preocupação com a participação de empresas chinesas em projetos sensíveis de infraestrutura de telecomunicações globais.

"Quem cuida da infraestrutura detém parte do tráfego de comunicações e, teoricamente, há muitas formas de se ter acesso a isso, mas não há evidências do que alega o governo americano além do que ele próprio diz", afirma Albertin, da FGV-SP.

A Huawei nega que esteja de alguma forma sob as ordens do governo chinês ou que Pequim dite de alguma forma seus planos e estratégias ? principalmente no que se refere a espionagem. "Temos receitas de bilhões de dólares. Não vamos arriscar a repulsa do nosso país e de nossos clientes por causa de algo assim", disse Ren.

Cortina de ferro digital

O Departamento de Estado americano disse à BBC News que a Huawei faz "puro teatro" ao se dizer independente do governo.

"Todas as empresas chinesas estão sob a influência e são obrigadas a cooperar com o governo. Não pode haver confiança quando uma empresa não tem como recorrer à Justiça para negar os avanços do seu governo. Assim, os riscos de segurança não podem ser mitigados", afirmou o órgão à BBC News Brasil.

Os Estados Unidos vem alertando parceiros de que conceder contratos à Huawei equivaleria a permitir que os chineses os espionassem. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse recentemente sobre a tecnologia da Huawei: "Se um país adotar e colocar (a tecnologia) em alguns de seus sistemas críticos de informação, não poderemos compartilhar informações com eles".

De acordo com a Global Mobile Supliers Association, uma organização mantida por empresas da indústria, mais de 200 operadoras de 85 países já fazem investimentos em redes de 5G.

A posição dos Estados Unidos pode criar neste mercado o que analistas vêm chamando de "cortina de ferro digital": uma divisão do mundo entre países que fazem negócios com empresas chinesas de telecomunicações e aqueles que não fazem.

Austrália, Nova Zelândia, Japão e Taiwan já tomaram medidas que bloqueiam o acesso da Huawei a seus mercados. Canadá e Reino Unido ainda avaliam qual será sua posição oficial sobre a questão, assim como países da União Europeia. Por sua vez, Rússia, Índia, Tailândia e Malásia aceitaram em maior ou menor medida a participação da companhia em suas redes.

Resta agora saber de que lado desta "nova cortina de ferro" o Brasil ficará.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!


Mais de Brasil

Fundo Eleitoral de R$ 3,8 bi não vai tirar verba ?de canto nenhum?, diz relator na Câmara

Fundo Eleitoral de R$ 3,8 bi não vai tirar verba ?de canto nenhum?, diz relator na Câmara

Para moradores de Paraisópolis, vida média é 10 anos mais curta que no vizinho Morumbi

Para moradores de Paraisópolis, vida média é 10 anos mais curta que no vizinho Morumbi

O que sobrou do pacote anticrime de Moro após aprovação na Câmara

O que sobrou do pacote anticrime de Moro após aprovação na Câmara

Apesar de decisão do STF, Planalto mantém sob sigilo gastos com cartão corporativo

Apesar de decisão do STF, Planalto mantém sob sigilo gastos com cartão corporativo

Paraisópolis: adolescente de 16 anos que estudava de manhã e limpava estofados à tarde atravessou cidade para ir a baile onde morreu

Paraisópolis: adolescente de 16 anos que estudava de manhã e limpava estofados à tarde atravessou cidade para ir a baile onde morreu

'Quem a polícia defende? De que lado está?', questiona autor de foto símbolo da desigualdade no Brasil

'Quem a polícia defende? De que lado está?', questiona autor de foto símbolo da desigualdade no Brasil

'Triste saber que ela continuará atual', diz autor de foto símbolo de Paraisópolis, que volta a viralizar após mortes

'Triste saber que ela continuará atual', diz autor de foto símbolo de Paraisópolis, que volta a viralizar após mortes

Como vive um jovem em Paraisópolis

Como vive um jovem em Paraisópolis

Salário inicial de R$ 19 mil põe elite dos servidores entre 2% mais ricos no Brasil

Salário inicial de R$ 19 mil põe elite dos servidores entre 2% mais ricos no Brasil

TSE libera coleta de assinaturas digitais, mas pode não viabilizar novo partido de Bolsonaro

TSE libera coleta de assinaturas digitais, mas pode não viabilizar novo partido de Bolsonaro

Manter cultivo de maconha medicinal proibido multiplicará ações na Justiça, diz presidente da Anvisa

Manter cultivo de maconha medicinal proibido multiplicará ações na Justiça, diz presidente da Anvisa

O que é avaliado na prova do Pisa, exame de educação no qual o Brasil tem dificuldade em avançar

O que é avaliado na prova do Pisa, exame de educação no qual o Brasil tem dificuldade em avançar

Pisa: como o desempenho do Brasil no exame se compara ao de outros países da América Latina

Pisa: como o desempenho do Brasil no exame se compara ao de outros países da América Latina

FGTS e juro baixo animam consumo, mas desemprego e incerteza ainda impedem 'PIBão'

FGTS e juro baixo animam consumo, mas desemprego e incerteza ainda impedem 'PIBão'

'Fui xingada nas redes sociais por resgatar um pombo ferido'

'Fui xingada nas redes sociais por resgatar um pombo ferido'

Pisa: alunos brasileiros 'estacionam' em leitura, ciências e matemática e sofrem mais com bullying e solidão

Pisa: alunos brasileiros 'estacionam' em leitura, ciências e matemática e sofrem mais com bullying e solidão

7 a 1? Os capítulos marcantes da 'amizade desigual' entre Trump e Bolsonaro

7 a 1? Os capítulos marcantes da 'amizade desigual' entre Trump e Bolsonaro

Trump acusa Brasil de desvalorizar real e anuncia tarifa sobre aço e alumínio

Trump acusa Brasil de desvalorizar real e anuncia tarifa sobre aço e alumínio

Brasil prioriza Taiwan em visto eletrônico, abrindo caminho para crise com China

Brasil prioriza Taiwan em visto eletrônico, abrindo caminho para crise com China

Dia Mundial de Luta Contra a Aids: Mortes caem, mas 20% não sabem que têm HIV

O que é o 'Baile da 17', pancadão em Paraisópolis onde 9 jovens morreram pisoteados

O que é o 'Baile da 17', pancadão em Paraisópolis onde 9 jovens morreram pisoteados

?Falta de clima' com Bolsonaro deixa presidente eleito da Argentina de fora de encontro do Mercosul

?Falta de clima' com Bolsonaro deixa presidente eleito da Argentina de fora de encontro do Mercosul

Quem eram os escravos 'tigres', marcantes na história do saneamento básico no Brasil

Quem eram os escravos 'tigres', marcantes na história do saneamento básico no Brasil

Sífilis, a doença evitável e de tratamento barato que mata um número crescente de bebês no Brasil

Sífilis, a doença evitável e de tratamento barato que mata um número crescente de bebês no Brasil

Os brasileiros que criam aves de rapina como águias, falcões e corujas

Os brasileiros que criam aves de rapina como águias, falcões e corujas

Por que a carne continuará mais cara em 2020 (e pode piorar)

Por que a carne continuará mais cara em 2020 (e pode piorar)

Vik Muniz sobre política cultural do governo Bolsonaro: 'É só destruição, é só desmantelamento'

Vik Muniz sobre política cultural do governo Bolsonaro: 'É só destruição, é só desmantelamento'

Pastores da Universal em Angola rompem com Edir Macedo e pedem expulsão de bispos brasileiros

Pastores da Universal em Angola rompem com Edir Macedo e pedem expulsão de bispos brasileiros

Reforma mantém pensão antecipada para família de militares expulsos

Reforma mantém pensão antecipada para família de militares expulsos

O que diz a queixa apresentada contra Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional

O que diz a queixa apresentada contra Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional

O que acontece com investigação contra Flávio Bolsonaro após decisão do STF?

O que acontece com investigação contra Flávio Bolsonaro após decisão do STF?

De soja a briga pelo turismo, tensão envolvendo ONGs já dura décadas em Alter do Chão

De soja a briga pelo turismo, tensão envolvendo ONGs já dura décadas em Alter do Chão